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terça-feira, 9 de março de 2010

O Fundo da Folia

- na área do Farol da Barra -

Em 5/03/2010, publicado por Fabiano Barretto.



Só que ao invés de estare pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.

Dez dias após o carnaval, resolvi mergulhar com dois amigos na área do Farol da Barra para confirmar a notícia de que havia uma quantidade absurda de lixo espalhada pelo fundo do mar naquela área.

Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas.

Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.

Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para fazer uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia.

Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos.

A bem da verdade estávamos super desconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material.

Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou…

Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV.









































































































































































































































Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde.

Pouco antes de o sol se pôr conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.
Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval!

Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.
Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade.

Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.

Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.

O "Música no Porto" e o "Espicha Verão" não tem trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande "pé na bunda" do turista de qualidade.

É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro…
Naquele final de tarde acabamos contemplando um por do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para finalizar a limpeza.

Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar.

O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente e, ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.

Não tem alegria alguma no fundo da folia!

Alvaro Meirelles

Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental

55 71 99564487

alvaromeirelles@yahoo.com.br

alvaromeirelles@hotmail.com (apenas msn)

www.GrupoMeirelles.com

http://twitter.com/alvaromeirelles

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

OFICINA DE REAPROVEITAMENTO

Aprenda a coletar, separar e reaproveitar
Oficina de Reaproveitamento ensina como trabalhar a Coleta Seletiva

A partir do dia 15 de março, um sábado por mês, das 8h às 12h, vai acontecer na sede do Crea-BA a Oficina Reaproveitamento de Resíduos Sólidos. O curso, aberto a todos os funcionários, profissionais do Sistema Confea/Crea e comunidade, tem o objetivo de conscientizar o cidadão da importância da reciclagem em domicílios, a partir de resíduos da construção civil e tecnológicos, mostrando como o hábito da coleta seletiva pode aumentar a sustentabilidade do planeta.
Confira os sábados: 15 de março; 12 de abril; 17 de maio; 23 de agosto; 12 de julho; 16 de agosto; 20 de setembro; 18 de outubro; 8 de novembro e 13 dezembro.

Sobre a coletiva seletiva:
A coleta seletiva desvia de aterros sanitários ou lixões, resíduos sólidos que podem ser reaproveitados ou reciclados, a exemplo de papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos.

Apesar de termos consciência da importância dessa prática, por falta de hábito e/ou condições propícias não praticamos a coleta seletiva num quantitativo ideal.

Dados já apontam que a cada dia, os domicílios brasileiros geram 150 mil toneladas de resíduos sólidos, dos quais apenas 20% são reciclados. Normalmente, quem faz a coleta deriva de bairros mais nobres das grandes cidades que conseguem praticá-la com apoio das cooperativas existentes.

É pensando em nosso bem estar e em condições dignas de sobrevivência que precisamos trabalhar como multiplicadores dessa ação. Dessa forma, integrados e conscientes, nos tornaremos cidadãos responsáveis por um ambiente mais correto e sadio.

Pogramação para 18/10/2008: Prática com PET

8h30às 09h00 - Apresentação
09h00 às 09h30 - Filme -Desafio do lixo
09h30 às 09h45 - Intervalo para café
10h00 às 12h -Prática com PET( garrafa de coca-cola , guaraná (lisa)2L vazia e limpa, pincel, tinta para tecido/acrílica decorativa 02 cores, tesoura)
Evento gratuito, quantidade de vagas por oficina: 30 (trinta).

Lembre-se: inscrever-se e não comparecer estará impedindo que alguém com disponibilidade possa participar.

Mais informações com a coordenadora e instrutora do projeto.
Josefa E. Silva
Pós Graduação em Educação Ambiental

Local: Sede do CREA-BA - Rua Prof. Aloysio de Carvalho Filho 402 Engenho Velho de Brotas.
Outras informações: www.oficinadereaproveitamento.com

Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
http://www.grupomeirelles.com/

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

sábado, 13 de setembro de 2008

Campanha Mundial de Limpeza das Praias - Joguelimpo com Nossas Praias 2008


É com muito prazer que a JOGUELIMPO o (a) convida mais uma vez para participar da Campanha Mundial de Limpeza das Praias - Projeto Joguelimpo com Nossas Praias 2008 - na qualidade de membro da nossa Equipe. Contamos com a sua participação para a promoção da educação e da conscientização ambiental na cidade de Salvador e no Estado da Bahia. Este ano marca também 10 anos da ONG nos trabalhos em defesa do litoral baiano.


Sábado, 20 de setembro de 2008 (08:00)


Local: Praia de Itapuã, Praia de São Tomé de Paripe e Praia do Catussaba.



Paloma (Estudante de Turismo)



Informação, Música e Educação Ambiental.
por joguelimpo.org.br


Nos próximos dias 13, 20, 27 e 28 de setembro, o litoral da Bahia vai se unir para mais uma edição do Joguelimpo com Nossas Praias. Comemorando a 10ª edição do projeto, a Organização Sócio-Ambientalista JOGUELIMPO, responsável pelo evento, organizou diversas atividades ambientais, teatrais, artísticas e culturais que serão realizadas simultaneamente, em rede, em quatro regiões da costa baiana: na capital (nas praias de Itapuã e São Tomé de Paripe), no extremo sul (Porto Seguro, Caravelas e Alcobaça), no baixo sul (Barra Grande) e no litoral norte (na Praia do Forte).


O Joguelimpo com Nossas Praias, que mais uma vez integra a Campanha internacional Clean Up The World (da Austrália), tem a finalidade de mobilizar e sensibilizar os indivíduos para a formação de uma cidadania ambiental, voltada para a conservação das praias e ambientes costeiros. O propósito é levar os cidadãos (crianças, jovens e adultos) à formação de uma “consciência limpa” através de ações de educação ambiental, buscando conservar as praias e integrar as comunidades e seus freqüentadores para a importância da conservação do nosso litoral. “Tomando como referência o Dia Internacional de Limpeza das Praias, comemorado no dia 20 de setembro, acreditamos na Educação Ambiental como um processo contínuo de vocação política e popular. O Joguelimpo com Nossas Praias auxilia na percepção e adequação do ser humano ao meio ambiente que o cerca”, avalia André Papi, coordenador geral da JOGUELIMPO.


No dia 13.09 [sábado], acontecerá o evento de lançamento do Projeto na Praça Vinícius de Moraes [Farol de Itapuã], às 16h. A programação diversificada inclui atividades infantis, artístico-culturais e ambientais. Oficinas de reciclagem de papel e reaproveitamento de plástico serão oferecidas, além de diversos jogos educativos nas tendas ambientais. No sábado posterior [20.09] será o dia reservado à realização das caminhadas. As saídas na capital baiana serão nas praias da Sereia, em Itapuã, do Catussaba, em Stella Maris e de São Tomé de Paripe, em Paripe a partir das 9:00. Nos demais municípios serão: Maraú (Praias de Barra Grande), Porto Seguro (Praia de Taperapuã), Caravelas (Praia de Aracaré, Barra, Grauça, Iemanjá e Ponta da Baleia) e Alcobaça (Praia da Barra, Centro e Farol), todas as caminhadas iniciarão a partir das 9:00.


Já no dia 27.09 [sábado], acontecerá o encerramento do Joguelimpo com Nossas Praias na Praça da Alegria em Praia do Forte, município de Mata de São João a partir das 16h. Atrações artístico-culturais e ambientais como oficinas de reciclagem de papel e reaproveitamento de plástico vão fazer parte dessa programação de encerramento, além de diversos jogos educativos nas tendas ambientais. A caminhada de encerramento do Joguelimpo com Nossas Praias acontecerá no dia 28.09 [domingo] ainda na Praia do Forte, com ponto de saída na Praça São Francisco [em frente à Igreja], a partir das 9:00.


As inscrições para participação no projeto poderão ser feitas a partir do lançamento do projeto, no dia 13/09, pelo e-mail: joguelimpo_jl@yahoo.com.br ou por telefone (71) 3374.7945 mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível e 1 livro. Após a doação o voluntário receberá um cupom para trocar pelo Kit Joguelimpo (camisa, saco, luva e fita) no ponto de saída escolhido.


Oficinas de Recrutamento / Capacitação de Voluntários – O Projeto Joguelimpo com Nossas Praias teve início em 1997 e desde então promove uma edição a cada ano. Muito além da caminhada, ainda faz parte do projeto um programa de educação ambiental voltado para os resíduos sólidos, onde serão beneficiadas 16 escolas públicas e privadas englobando mais de 1200 alunos. Nos meses de agosto e setembro de 2008, a JOGUELIMPO promoverá nos municípios envolvidos Oficinas de Recrutamento e Capacitação de Voluntários para integrarem a Equipe de Coordenação do projeto, na qualidade de monitores. “Essa é uma boa oportunidade para quem quiser se aproximar um pouco mais da Joguelimpo, além de obter conhecimentos específicos da área ambiental”, afirma Papi.



Em Salvador, as oficinas tiveram início no dia 27.08 e vão até o dia 06.09, às quartas feiras e sábados.
Em Maraú, Porto Seguro e Caravelas estas serão realizadas nos dias 09, 10 e 11.09, respectivamente.
Em Praia do Forte, a oficina ocorrerá no dia 25.09 para as atividades de encerramento do projeto.
Para os interessados em participar as oficinas capacitam os indivíduos para fazer parte das equipes educativas da Joguelimpo, no planejamento, produção, divulgação e execução dos Eventos da Campanha Mundial de Limpeza das Praias na Bahia e como monitores das caminhadas de limpeza de praias que acontecerão ao final das atividades educacionais nas escolas.


Durante esses dez anos foi contabilizado um público total de 4.945 participantes nas caminhadas (entre alunos de diversas escolas e faculdades de Salvador, moradores, surfistas, lideranças comunitárias, artistas, jornalistas, representantes do governo, ONGS, freqüentadores das praias e muitos outros interessados na questão ambiental) que coletaram 34,7 toneladas de resíduos e possibilitaram a doação de 2.844 quilos de alimentos a instituições sociais, bem como a destinação de 1.135 livros para projetos de incentivo a leitura.Para essa grande realização, a JOGUELIMPO firmou um convênio com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, além da parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura – SMEC de Salvador, que permitirá a realização de atividades pedagógicas em 16 escolas da rede municipal de ensino que levarão cerca de 1.000 alunos para as caminhadas do município. Contamos ainda com o patrocínio do Tivoli Eco Resort Praia do Forte, Totvs, Produman Engenharia, Mar Brasil Hotel, Linha Verde Transporte, Creperê, Café Latino, Ponto Tê Design além do apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente, Instituto Baleia Jubarte, Projeto Tamar/ICMBio, Instituto Mamíferos Aquáticos, Fundação Garcia D’Àvila, Grupo Patrulha Ecológica, Greenpeace, Instituto Aqualung, Limpurb, Grupo Cultural Naiêco Capoeira, DCE Unifacs e as prefeituras municipais de Mata de São João, Salvador, Maraú, Porto Seguro, Caravelas e Alcobaça.


(Fonte: http://www.joguelimpo.org.br/interna.php?modulo=conteudo&co_cod=69)

Postado por:

Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
http://www.grupomeirelles.com/
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sexta-feira, 7 de março de 2008

Como a legislação brasileira precisa avançar, por Márcia Pinto - Parte 2

Conforme prometido na postagem de ontem: A segunda parte da reportagem de Mônica Pinto, espero que gostem!

resíduos
06/03/2008
REPORTAGEM ESPECIAL: De como a legislação brasileira precisa avançar - Parte Dois

Mônica Pinto / AmbienteBrasil

Uma tecnologia desenvolvida no Brasil poderia ao menos minimizar um dos problemas mais graves enfrentados hoje pelo poder público, sobretudo na esfera municipal: a disposição de resíduos orgânicos, atualmente feita nos em geral sobrecarregados lixões ou nos aterros sanitários.

O processo, disponibilizado pela empresa Bioexton, baseia-se na utilização de biocatalizadores para acelerar a degradação da matéria orgânica. O biocatalizador é uma suspensão de microorganismos não patogênicos, não modificados geneticamente, naturais do solo, e de nutrientes específicos.

Ao agregar o biocatalizador à matéria orgânica, esses microorganismos vão a desodorizar, descontaminar os resíduos quanto a patógenos, vermes e ervas daninhas, fixar o nitrogênio, solubilizar os minerais existentes e oxidar o carbono orgânico, reduzindo a relação C/N (carbono/nitrogênio) em um prazo de aproximadamente 72 horas.

Pode-se elencar significativas vantagens deste em relação ao processo de compostagem tradicional. Nela, como o material é deixado ao tempo para se degradar o processo fica todo a cargo da natureza. É, portanto, muito mais lento e de difícil controle, chegando a demorar cerca de 180 dias na maioria dos casos.

“Além disso, o processo é todo manual, requerendo constante monitoramento da umidade, com regas quase que diárias e com geração de chorume devido ao descontrole”, aponta José Carlos Passarelli, diretor da Bioexton.

“Algumas vezes, o processo torna-se anaeróbico, com geração de gás metano e mau cheiro devido ao alto tempo de residência requerido. A compostagem tradicional exige ainda uma grande área de trabalho”, completa.

Entre os resíduos sobre os quais pode ser aplicado o acelerador de compostagem, destacam-se o lixo urbano, lodo de Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), restos de Ceasas e restaurantes e até carcaças animais.

Mas entraves na legislação impedem que as Prefeituras possam lançar mão dessa tecnologia. Primeiro, porque o lixo de cada Município pertence a ele, não pode ser dado ou vendido. O contra-senso reside no fato de que elas próprias - as Prefeituras - estão impedidas de operar qualquer sistema de tratamento, seja de lixo ou de esgoto, havendo a necessidade de transferir essa responsabilidade a terceiros.

“Além disso, se a Prefeitura conseguir operar, não pode vender o produto final. E ainda, se conseguisse vender, não teria como concorrer no mercado de fertilizantes, pois esse não é o seu foco”, diz Passarelli.

Por outro lado, segundo ele, se houver alguma empresa interessada em investir na operação de um sistema de tratamento de lixo, haverá a necessidade de se alterar a Lei Orgânica do Município, permitindo que aqueles resíduos, até então destinados ao “lixão”, sejam desviados para a produção de fertilizantes.

Passarelli antecipou a AmbienteBrasil que a Bioexton hoje trabalha junto a um cliente um modelo que pode vir a romper com essas barreiras. Mas, por enquanto, tal modelo não pode ser divulgado e tampouco o nome do cliente.

Origem

O acelerador de compostagem começou a nascer em 1976, quando o pesquisador Lázaro Sebastião Roberto deu início a pesquisas e experiências na área de Biometalurgia e Microbiologia, aplicadas ao aproveitamento de resíduos minerais e orgânicos. Associando estas duas áreas da Ciência, ele conseguiu chegar à tecnologia de Biodegradação acelerada que se tornou uma patente de invenção, devidamente requerida sob o nº. PI.9803.631 no Brasil e concedida nos Estados Unidos sob o nº 6.560.921.

Os produtos finais resultantes são o fertilizante organofertil e o fertilizante organomineral, “ambos com eficiência agronômica e elevado retorno socioeconômico e ambiental”.

A Bioexton foi fundada em junho de 1998, fruto da associação entre Lázaro Sebastião Roberto e o empreendedor Eduardo Marquez Palmério. A empresa surgiu na Universidade de Uberaba (Uniube), através da sua Incubadora de Tecnologia e Negócios (Unitecne), tendo recebido apoio no desenvolvimento de pesquisas científicas do Instituto de Ciências e Tecnologia do Ambiente (ICTA) e de seus parceiros - entre eles, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Atingida a maturidade de independência, passou para a categoria de empresa graduada, porém continua a desenvolver projetos em parceria com a Unitecne e o ICTA da Universidade de Uberaba.

(http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=36791)


As Leis existem para regulamentar as atividades e na medida que estas evoluem espera-se a evolução das Leis. Este é o princípio básico. A boa Lei é aquela que compatibiliza os interesses gerais e regulamenta meios para que os interesses específicos sejam alcançados desde que não afetem os "espaços alheios".

É interessante discutir isto, pois desde as séries escolares iniciais observamos verdadeiros sermões sobre "...não invadir o espaço do outro...". Outro fato marcante era um trecho sempre citado por um colega (da pós-graduação em Gestão Ambiental), o advogado da minha turma (Beto), que sempre citava "...política é a arte do bom viver...".

Falta falarmos isto aos Políticos Beto! Ou mesmo eleger os que estiverem dispostos a praticar isto!

Bom Final de Semana a Todos, isto é...se for possível.

Alvaro Meirelles
Biólogo e Gestor Ambiental
www.grupomeirelles.com