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sábado, 8 de março de 2008

Acordo entre BID e Semarh promove o PDA

BID e Semarh fecham acordo para Programa de Desenvolvimento Ambiental

Foi assinado na manhã de hoje (dia 28), entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o governo do Estado da Bahia, o documento final da missão do banco, referente ao acordo de empréstimo no valor de US$ 16,7 milhões. O montante será aplicado no Programa de Desenvolvimento Ambiental (PDA), a ser executado pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

O PDA tem como objetivo principal contribuir para melhorar a eficiência e eficácia do Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais do Estado da Bahia (SEARA), buscando integrar o processo de desenvolvimento, com políticas de uso sustentável e conservação dos recursos naturais.

Assinaram o acordo Maria Cláudia Perazza, chefe da missão do BID, o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Matos, e o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Romeu Temporal. “Além de estratégico para as áreas de recursos hídricos e proteção ambiental, esse programa de cooperação internacional vai criar condições reais, para que todo o sistema de meio ambiente do Estado reavalie suas competências”, afirmou Juliano Matos.

PDA tem como metas específicas reverter o processo de degradação ambiental dos mananciais da Região Metropolitana de Salvador, antecipar soluções das questões ambientais decorrentes da agenda de desenvolvimento do Estado da Bahia, além de ampliar a capacidade de planejamento e gestão ambiental. O projeto tem como áreas de atuação as Bacias dos Rios Joanes e Ipitanga, do Rio do Cobre e Bacia do Leste e o Lago de Pedra do Cavalo. Do total investido no programa 60 por cento serão financiados pelo BID. Uma contrapartida de US$ 6,7 milhões será investida pelo governo do Estado.

(http://www.semarh.ba.gov.br/noticia.aspx?s=NEWS_GER&id=1268)


Os Votos são para que saibam como empregar esta verba da melhor forma. Por meio de editais claros e lícitos.


Alvaro Meirelles
Biólogo e Gestor Ambiental
www.grupomeirelles.com

quarta-feira, 5 de março de 2008

Mercado da Sociobiodiversidade - Caatinga

Comunidades da caatinga discutem mercado da sociobiodiversidade

Cerca de 150 propostas entre conceitos, produção, beneficiamento e comercialização, valor agregado e estratégias de mercado, sobre produtos extraídos de forma sustentável do bioma caatinga, foram elaboradas por representantes de comunidades tradicionais, organizações não-governamentais, universidades e poder público durante o Seminário Regional Nordeste: Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade.

O evento promovido pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social (MDS), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Semarh), aconteceu no município de Juazeiro, norte da Bahia, reunindo representantes de todos os estados do Nordeste brasileiro.

Durante três dias, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a realidade das comunidades caatingueiras e promover políticas de conservação e uso sustentável dos recursos florestais do bioma, garantindo práticas eficientes na produção. Cajuí, faveleira, babaçu, carnaúba, maracujá do mato, catolé e pequi são algumas das espécies encontradas no sertão brasileiro e transformadas em matéria-prima por comunidades que sobrevivem da exploração sustentável de plantas e flores, contribuindo para a preservação da caatinga. Frutos, castanhas, sementes, plantas e óleos são transformados em doces, óleos comestíveis, produtos fitocosméticos e artesanato, gerando emprego e renda para a comunidade ‘caatingueira’.

Segundo o coordenador técnico do evento e representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Bruno Filizona, as decisões serão consolidadas em Brasília, durante o seminário nacional, previsto para acontecer em maio. “Todas as propostas serão encaminhas ao governo federal, para a formulação de políticas que garantam a sustentabilidade dos biomas brasileiros e a geração de emprego e renda para as comunidades da região”, garantiu Filizona.

De acordo com o coordenador de Diversificação Econômica do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), José Adelmar Batista, as políticas públicas possibilitam atender as necessidades básicas do país, gerando crescimento econômico e estimulando a conservação dos recursos naturais. “A idéia de uma política especifica para os produtos da sociobiodiversidade é justificável porque temos a maior riqueza de espécies do mundo e a metade do nosso território é coberto por vegetação nativa”, explicou Batista.

Para a coordenadora de Biodiversidade da Semarh, Marianna Pinho, o seminário contribuiu para a troca de experiências de comunidades locais e o aprendizado sobre o conhecimento tradicional da biodiversidade da caatinga. “Esperamos que as propostas apresentadas em Juazeiro sejam consideradas em Brasília e que contribuam para uma estratégia nacional de conservação dos biomas brasileiros, respeitando as peculiaridades e a cultura local de cada região”, espera Pinho.

Ascom/Semarh (71)3115.6289/3836


(http://www.semarh.ba.gov.br/noticia.aspx?s=NEWS_GER&id=1288)


Precisamos aplicar os pilares da Sustentabilidade mais vezes. A idéia de salvaguardar a cultura local através da geração de renda é um destes pilares, pois assim o nativo valoriza a cultura local e entende a íntima relação que mantém com os recursos ambientais.

Alvaro Meirelles
Biólogo e Gestor Ambiental
www.grupomeirelles.com