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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Limites tecnológicos

É só uma questão de superar os limites tecnológicos...




Alvaro Meirelles
Analista Ambiental - IMA/DIREF
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
55 71 99564487
www.GrupoMeirelles.com
http://twitter.com/alvaromeirelles
http://grupomeirelles.blogspot.com
alvaromeirelles@yahoo.com.br (e-mail e msn)

terça-feira, 28 de julho de 2009

O que é sequestro de carbono?

Texto Rafael Tonon

É a absorção de grandes quantidades de gás carbônico (CO2) presentes na atmosfera. A forma mais comum de sequestro de carbono é naturalmente realizada pelas florestas. Na fase de crescimento, as árvores demandam uma quantidade muito grande de carbono para se desenvolver e acabam tirando esse elemento do ar. Esse processo natural ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver nada menos do que 150 a 200 toneladas de carbono.

É por essas e outras que o plantio de árvores é uma das prioridades para a diminuição de poluentes na atmosfera terrestre. “A recuperação de áreas plantadas, que foram degradadas durante décadas pelo homem, é uma das possibilidades mais efetivas para ajudar a combater o aquecimento global”, afirma Carlos Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.

Porém não é a única: já existem estudos avançados para realizar o que os cientistas chamam de sequestro geológico de carbono. É uma forma de devolver o carbono para o subsolo. Os gases de exaustão produzidos pelas indústrias são separados através de um sistema de filtros que coletam o CO2. Esse gás é comprimido, transportado e depois injetado em um reservatório geológico apropriado – que podem ser campos de petróleo maduros (já explorados ou em fase final de exploração), aquíferos salinos (lençóis de água subterrânea com água salobra não aproveitável) ou camadas de carvão que foram encontradas no solo.

“Os reservatórios geológicos são altamente eficazes para aprisionar fluidos em profundidade. Do contrário, o forte terremoto que causou o tsunami na Ásia teria rompido diversos depósitos geológicos naturais. No entanto, nenhum campo de gás natural ou petróleo vazou”, explica o geólogo José Marcelo Ketzer, coordenador do Centro de Excelência em Pesquisa sobre Armazenamento de Carbono (Cepac). Ketzer lembra ainda que os campos de petróleo ou gás natural guardaram esses fluidos por milhões de anos e que eles permaneceriam intactos se o homem não resolvesse trazê-los para a superfície.

O gás carbônico é separado no processo de exaustão das indústrias por meio de um sistema de filtros. Esse gás é comprimido e transportado até um local geológico. Ali, o gás é injetado em 3 tipos de reservatório: campos de petróleo maduros (já explorados ou em fase final de exploração), aquíferos salinos (lençóis de água subterrânea com água salobra não aproveitável) ou camadas de carvão.

1. Nas árvores
Em fase de crescimento, as árvores são verdadeiros aspiradores de CO2 da atmosfera. O tronco de uma árvore é 80% composto de carbono, portanto não é de admirar que elas suguem, por hectare, 150 a 200 toneladas de CO2 do ar. Uma árvore, sozinha, é capaz de absorver 180 quilos de CO2.

2. Camadas de carvão
Assim como nos campos de petróleo, a injeção de carbono em reservas de carvão também pode ser lucrativa: o carvão retém o CO2 e libera no processo o gás natural, que pode ser explorado e comercializado. Nos depósitos localizados em profundidades muito grandes, o gás carbônico pode ser armazenado.

3. Campos de petróleo
Os poços maduros, onde não há mais produção de petróleo e gás, podem se transformar em grandes depósitos de CO2. Seria dar apenas mais um passo, uma vez que as petrolíferas já injetam o gás carbônico em campos maduros de petróleo para, por intermédio dessa pressão, aumentar o potencial de extração neles.

4. Aquíferos salinos
Nestes enormes mantos de água no subsolo, a água é tão salobra que não serve para o consumo. Dessa forma, eles seriam uma ótima alternativa para estocar carbono. Trata-se das formações com mais capacidade de armazenar CO2: os especialistas estimam que os aqüíferos possam reter até 10 mil gigatoneladas do gás.

(Fonte: http://super.abril.com.br/ecologia/sequestro-carbono-447349.shtml)


Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D)e Gestor Ambiental
www.grupomeirelles.com

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Como relacionar a proteção das florestas e a qualidade da água?

Vejam na postagem de hoje! Texto "A proteção das florestas é fundamental para a água" divulgado, em 2003, pelo CREA/ES, ilustrado com imagens de 2007.

"Mais de 30% das 105 maiores cidades do mundo dependem de áreas protegidas (parques e reservas) para seu abastecimento de água, revela um estudo que o WWF e o Banco Mundial lançaram em Genebra, na sede da Organização das Nações Unidas. Segundo a pesquisa, as florestas protegidas por tais áreas ajudam a manter a boa qualidade da água e podem até ajudar a aumentar a quantidade, no caso das florestas tropicais úmidas.

Entre as cidades analisadas figuram seis capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza. A situação do Rio de Janeiro e de outras cinco cidades do mundo é analisada em profundidade. Com exceção de Fortaleza, todas as cidades brasileiras pesquisadas dependem em maior ou menor grau de áreas protegidas para o abastecimento. O estudo - realizado pela Aliança para a Conservação de Florestas e Uso Sustentável, formada pelo WWF e pelo Banco Mundial - traz dados econômicos que demonstram como é muito mais barato conservar as florestas nas áreas de mananciais (fontes de água) do que construir centros de tratamento mais complexos para purificar a água poluída. A cidade de Nova York ilustra essa equação. Há décadas a administração da cidade optou por purificar a água potável filtrando-a naturalmente pelas florestas, a um custo inicial de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão no período de dez anos. É sete vezes mais barato do que os US$ 6 a 8 bilhões que seriam gastos na forma tradicional de tratar e distribuir água potável, mais US$ 300 a 500 milhões anuais em custos operacionais.

"Não entender que áreas de mananciais são estratégicas para o desenvolvimento e a sobrevivência das cidades gera mais exclusão social e prejuízo econômico e nos coloca numa dinâmica suicida", afirma Samuel Barrêto, coordenador do Programa Água Para a Vida, do WWF-Brasil. Florestas naturais bem manejadas minimizam o risco de desmoronamento,erosão e assoreamento. Elas melhoram substancialmente a pureza da água e em alguns casos também retêm e armazenam a água, garantindo a integridade do solo. A primeira providência é a criação de áreas protegidas em torno dos reservatórios e mananciais. A segunda é o manejo de mananciais que estão fora das áreas protegidas. A ocupação ao redor dos reservatórios precisa obedecer a critérios que garantam a proteção da água. Finalmente, o estudo ressalta a importância de restaurar áreas degradadas.
A última recomendação é urgente para as cidades brasileiras, sobretudo na região da Mata Atlântica, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Embora a legislação restrinja a ocupação de áreas de mananciais, há milhares de pessoas habitando a beira de reservatórios, como as represas Billings e Guarapiranga, em São Paulo, ou morando dentro de áreas protegidas, como o Parque Estadual da Cantareira, que também abriga um importante manancial paulistano. Com a degradação dessas áreas, as companhias de abastecimento são obrigadas a buscar água mais longe, a um custo maior."
"As alternativas estão se esgotando ou ficando cada vez mais caras, principalmente na Mata Atlântica", ressalta Barrêto. "Mesmo reconhecendo a complexidade do problema, o governo e a sociedade precisam encará-lo com medidas concretas que não podem mais ser adiadas, como o cumprimento da lei, garantindo os direitos básicos dos cidadãos. Nesse processo, as florestas e áreas protegidas são aliadas estratégicas para o suprimento de água nas cidades." (CREA/ES, 12/09/2003)

Vale relembrar, ainda mais após a Empresa Baiana de Águas e Saneamento ter chegado até aqui sem a conclusão das obras conforme informa o site da própria EMBASA:

"Recuperação de torre da represa Joanes II será concluída no próximo mês. Por Assessoria de Comunicação - 4/1/2008

Os trabalhos de recuperação da torre de equilíbrio da adutora entre a represa Joanes II e a Estação Principal de Tratamento de Água, em Candeias, serão concluídas em fevereiro. A obra, iniciada no último dia 26 de dezembro está corrigindo fissuras e problemas estruturais na torre detectados no mês passado e que foram a causa da redução da oferta de água tratada em grande parte de Salvador. A recuperação da estrutura foi contratada emergencialmente para garantir, o mais breve possível, a regularização do abastecimento na capital.Na primeira quinzena do mês passado, técnicos da Embasa e engenheiros estruturalistas constataram o comprometimento da torre de equilíbrio do sistema de adução Joanes II-ETA Principal, equipamento construído há menos de cinco anos.Por medida de segurança, foi recomendada a redução em 7% da oferta de água para Salvador, pois a utilização da capacidade máxima de armazenamento da torre poderia causar o rompimento de sua estrutura e conseqüente colapso no abastecimento da capital. A Embasa notificou as empresas responsáveis pelo projeto e construção deste equipamento, informando as medidas tomadas e cobrando responsabilidades."

Ficamos na torcida pela EMBASA e acima de tudo pela população que não precisaria passar por momentos apreensivos caso mantivéssemos outros mananciais como o rio do Cobre (Parque São Bartolomeu - SSA/BA), mas sobre este manancial comentaremos em outra oportunidade.

Alvaro Meirelles

Biólogo e Gestor Ambiental

www.GrupoMeirelles.com