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domingo, 20 de junho de 2010

Apoio por meio de Demanda Espontânea - FNMA

Em sua 57ª Reunião Ordinária, realizada nos dias 20 e 21 de maio de 2010, o Conselho Deliberativo do FNMA aprovou os seguintes temas para apoio por meio da Demanda Espontânea:

*Tema 1: Recuperação Florestal de Áreas Alteradas e Degradadas - Especificamente aquelas localizadas em nascentes cujo manancial esteja sendo utilizado no abastecimento humano

A ação visa qualificar a participação dos possíveis tomadores, de modo a agregar estratégias de recuperação florestal à política pública de abastecimento humano.Deverá ser demonstrada a relação entre a ação fomentada e as políticas públicas voltadas à recuperação/ preservação/ conservação dos recursos naturais da localidade em que ocorrerá a ação (ex: Plano estadual de Recursos Hídricos, Plano de Bacias, política pública de abastecimento do município).

Possíveis Proponentes: Instituições Públicas e Instituições Privadas Sem Fins Lucrativos

Valor mínimo e máximo: R$ 200.000,00 a R$ 300.000,00

*Tema 2: Manejo da Biodiversidade com base no desenvolvimento comunitário

A ação visa apoiar projetos voltados à iniciativas comunitárias conservacionistas protagonizadas por mulheres (pescadoras, marisqueiras, quebradeiras de coco babaçu e agricultoras familiares em geral) cujos objetivos visem a gestão sustentável dos recursos naturais, bem como a geração de renda para núcleos familiares e a valorização do saber tradicional.Os projetos devem enfocar a utilização dos recursos da biodiversidade, preferencialmente aqueles que compõem as cadeias de produtos da sociobiodiversidade (castanha do Brasil, babaçu, andiroba, copaíba, borracha natural, piaçaba, pequi e carnaúba), garantindo a inclusão produtiva por meio de tecnologias sustentáveis.

Possíveis Proponentes: Instituições Públicas e Instituições Privadas Sem Fins Lucrativos

Valor mínimo e máximo:* R$ 200.000,00 a R$ 300.000,00

Mais informações no link: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?


Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
55 71 99564487
alvaromeirelles@yahoo.com.br
alvaromeirelles@hotmail.com (apenas msn)
www.GrupoMeirelles.com

terça-feira, 28 de julho de 2009

O que é sequestro de carbono?

Texto Rafael Tonon

É a absorção de grandes quantidades de gás carbônico (CO2) presentes na atmosfera. A forma mais comum de sequestro de carbono é naturalmente realizada pelas florestas. Na fase de crescimento, as árvores demandam uma quantidade muito grande de carbono para se desenvolver e acabam tirando esse elemento do ar. Esse processo natural ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver nada menos do que 150 a 200 toneladas de carbono.

É por essas e outras que o plantio de árvores é uma das prioridades para a diminuição de poluentes na atmosfera terrestre. “A recuperação de áreas plantadas, que foram degradadas durante décadas pelo homem, é uma das possibilidades mais efetivas para ajudar a combater o aquecimento global”, afirma Carlos Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.

Porém não é a única: já existem estudos avançados para realizar o que os cientistas chamam de sequestro geológico de carbono. É uma forma de devolver o carbono para o subsolo. Os gases de exaustão produzidos pelas indústrias são separados através de um sistema de filtros que coletam o CO2. Esse gás é comprimido, transportado e depois injetado em um reservatório geológico apropriado – que podem ser campos de petróleo maduros (já explorados ou em fase final de exploração), aquíferos salinos (lençóis de água subterrânea com água salobra não aproveitável) ou camadas de carvão que foram encontradas no solo.

“Os reservatórios geológicos são altamente eficazes para aprisionar fluidos em profundidade. Do contrário, o forte terremoto que causou o tsunami na Ásia teria rompido diversos depósitos geológicos naturais. No entanto, nenhum campo de gás natural ou petróleo vazou”, explica o geólogo José Marcelo Ketzer, coordenador do Centro de Excelência em Pesquisa sobre Armazenamento de Carbono (Cepac). Ketzer lembra ainda que os campos de petróleo ou gás natural guardaram esses fluidos por milhões de anos e que eles permaneceriam intactos se o homem não resolvesse trazê-los para a superfície.

O gás carbônico é separado no processo de exaustão das indústrias por meio de um sistema de filtros. Esse gás é comprimido e transportado até um local geológico. Ali, o gás é injetado em 3 tipos de reservatório: campos de petróleo maduros (já explorados ou em fase final de exploração), aquíferos salinos (lençóis de água subterrânea com água salobra não aproveitável) ou camadas de carvão.

1. Nas árvores
Em fase de crescimento, as árvores são verdadeiros aspiradores de CO2 da atmosfera. O tronco de uma árvore é 80% composto de carbono, portanto não é de admirar que elas suguem, por hectare, 150 a 200 toneladas de CO2 do ar. Uma árvore, sozinha, é capaz de absorver 180 quilos de CO2.

2. Camadas de carvão
Assim como nos campos de petróleo, a injeção de carbono em reservas de carvão também pode ser lucrativa: o carvão retém o CO2 e libera no processo o gás natural, que pode ser explorado e comercializado. Nos depósitos localizados em profundidades muito grandes, o gás carbônico pode ser armazenado.

3. Campos de petróleo
Os poços maduros, onde não há mais produção de petróleo e gás, podem se transformar em grandes depósitos de CO2. Seria dar apenas mais um passo, uma vez que as petrolíferas já injetam o gás carbônico em campos maduros de petróleo para, por intermédio dessa pressão, aumentar o potencial de extração neles.

4. Aquíferos salinos
Nestes enormes mantos de água no subsolo, a água é tão salobra que não serve para o consumo. Dessa forma, eles seriam uma ótima alternativa para estocar carbono. Trata-se das formações com mais capacidade de armazenar CO2: os especialistas estimam que os aqüíferos possam reter até 10 mil gigatoneladas do gás.

(Fonte: http://super.abril.com.br/ecologia/sequestro-carbono-447349.shtml)


Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D)e Gestor Ambiental
www.grupomeirelles.com

sábado, 9 de maio de 2009

Seed Bomb, Uma Bomba Ecológica

A Seed Bomb é um conceito para uma “bomba” feita em plástico biodegradável que ao ser lançada solta sementes para reflorestar áreas devastadas.
Segundo os designers Hwang Jin wook, Jeon You ho, Han Kuk il e Kim Ji myung, as bombas seriam lançadas por um bombardeiro, e trariam várias cápsulas em seu interior.
Cada cápsula teria um solo artificial com as sementes que seriam plantadas no local da queda.
O solo artificial seria suficiente para a planta se manter sozinha, enquanto a própria umidade da planta não derrete o plástico.
Via Yanko Design.

(Fonte: http://digitaldrops.com.br/drops/2009/05/seed-bomb-uma-bomba-ecologica.html)
Bem pessoal, a ideia não é tão nova assim, mas agora aparece com outra roupagem. Já tem um bom tempo que falamos de chuva de sementes, consórcio de sementes associadas a porções de substâncias com certa adesividade como a argila... e a finalidade era a mesma... a recuperação de áreas degradadas (RAD) por meio de reflorestamento. O resultado da nova técnica é que aponta num sentido diferente e parece que assim o resultado será mais eficaz. Enquanto isso aguardemos novidades. Ainda assim recomenda-se um bom estudo da série histórica da área degradada e do seu entorno, por meio de um inventário de flora (identificação das várias espécies que já existem/existiram no local) para evitar a introdução de novas espécies e, consequentemente, causar um impacto ambiental negativo ainda maior.

Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
http://www.grupomeirelles.com/