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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A Caminho da Praia Sustentável


(publicado na revista FOCUS a 10 de Agosto de 2005 na secção “Convidado Especial”)


Embora a Sustentabilidade esteja ‘na ordem do dia’, continua a ser pouco claro para o cidadão comum como é que o seu bem estar físico e económico pode ser garantido com um conceito vago. Há que trazer o desenvolvimento sustentável para onde os cidadãos o vejam, sintam e experienciem. Todo o esforço e empenho dedicado à melhoria das condições de
saúde pública e protecção ambiental têm que se tornar óbvios e indispensáveis aos olhos de todos nós.


É facilmente compreensível a ligação entre saúde pública e qualidade ambiental. Não é mais aceitável que qualquer indivíduo venha a ser submetido a pressões e ameaças à sua saúde ou ao meio envolvente que não possam ser devidamente controladas e minimizadas. Deste modo, que tipo de consequências deverão ser esperadas por qualquer entidade pública ou privada que não defenda estes princípios básicos de protecção dos cidadãos e ambiente? Aqui reside a força das nossas escolhas e opiniões.


No que respeita ao litoral, Luísa Schmidt afirmava em 2004 que “Um país mais líquido do que sólido deveria dedicar mais atenção ao oceano, não como um tema mas como obra”. Vivemos num país com 92 mil Km2 de superfície, em que 93% da população vive a menos de 100Km da linha de costa, sendo que o maior peso regista-se entre Viana de Castelo e Setúbal e no Litoral Algarvio. Numa escala ainda mais fina, 75% da população reside na
faixa de 500m de largura de litoral, onde 85% do PIB é gerado (INE, 2004). Esta é uma das cartas mais fortes que temos para ‘jogar’ numa União Europeia, agora (ainda) a 25, cada vez mais continental, onde o nosso país se vai tornando mais e mais periférico. Será no litoral que Portugal irá (re)encontrar as mais-valias que marcam a diferença em relação aos restantes 24 estados-membros?


No que se refere ao litoral, o 6º Programa Comunitário de Acção em matéria de Ambiente (2002) estabelece objectivos e domínios prioritários de acção que reflectem o actual estado europeu protecção da orla marítima. A gestão integrada, promoção e utilização sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros representam critérios importantes de desenvolvimento dentro da UE. Em Junho de 2005, o Governo Português assegurou a
transposição da Directiva Quadro da Água. Nascia assim a ‘Lei da Água’, que vem estabelecer as bases para a gestão sustentável dos recursos hídricos e define o novo quadro institucional para o sector. A ‘Lei da Água’ torna-se um instrumento fundamental dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC’s). Também aqui, iremos encontrar uma série de objectivos e definições que proporcionam às entidades gestoras a elaboração de metodologias para combater as principais fontes de poluição do litoral.


Aqui entra o galardão “Bandeira Azul”. Este nasceu da Agenda 21 (Eco’92, no Rio de Janeiro) e da Directiva 79/106/CEE sobre a Qualidade das Águas Balneares. Este galardão, através da análise e monitorização de 26 critérios distribuídos por 3 vectores de acção (qualidade da água, educação ambiental e gestão ambiental e de equipamentos), veio proporcionar às entidades gestoras das praias um valioso instrumento de trabalho. A Associação Bandeira Azul (ABAE) em parceria com o Instituto da Água (INAG) e o Instituto do Ambiente (IA) contemplam vários aspectos referentes à qualidade da água das praias, ao sistema de tratamento de resíduos e da afluência (por vezes maciça) dos visitantes. Em 2001 a ABAE decidiu avançar num projecto intitulado “Qualidade Microbiológica das Areias
de Praias Litorais”. Os parceiros deste projecto foram o INAG, o IA, o INSA Ricardo Jorge e as Câmaras Municipais de Viana do Castelo e de Cascais. Finalizado em Julho de 2002, tratou-se de uma iniciativa inovadora e pioneira para criar um protocolo imediato de avaliação do estado de saúde microbiológico das areias das praias, pois esta era (ainda é) uma lacuna considerada “de resolução urgente”. Com base neste estudo, foi determinado
que seria importante efectuar a avaliação e controlo da qualidade microbiológica (bacteriológica e micológica) das praias utilizadas para recreação balnear, de modo a garantir as condições essenciais de salubridade e higiene.


De modo a entrarem na ‘corrida’ à bandeira azul, tudo indica que a partir de 2006, os concessionários terão que incluir a monitorização da saúde microbiológica dos areais, afirmando a lógica da gestão ambiental responsável. É apenas mais uma etapa no caminho para reproduzir os exemplos de excelência ambiental como a praia da Aberta Nova (Grândola), e para entrarmos na nova era de gestão sustentável dos recursos balneares
através de sistemas de certificação ambiental como o ISO 14001 (casos das praias da Rochinha em Vilamoura e Comporta em Grândola). É imprescindível que exista a disponibilidade para proporcionar a quem visita ou depende das praias as melhores condições de saúde pública e protecção ambiental, tornando simples o triângulo Economia-
Sociedade-Ambiente e demonstrar como é viver num clima de desenvolvimento sustentável.

Nuno Gaspar de Oliveira.

(ngoliveira@ambiodiv.com)

Biólogo. Fundador da AmBioDiv ~ Valor Natural, Consultadoria Ambiental
(www.ambiodiv.com). A realizar o doutoramento em avaliação e monitorização de
Biodiversidade (FCUL). Cooperou no desenvolvimento de projectos nas áreas da
conservação da natureza, agroecologia e protocolos de monitorização de biodiversidade.

(Texto disponível em: http://www.ambiodiv.com/pt/Portals/0/Documentos/FOCUS-ACaminhoPraiaSustentável-2005.pdf)

(Re) Veja também uma de nossas antigas postagens! http://grupomeirelles.blogspot.com/2008/02/nossas-praias-e-o-programa-blue-flag.html


Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
http://www.grupomeirelles.com/

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dicas para Ação!

DICAS PRÁTICAS PARA VOCÊ ECONOMIZAR ENERGIA E PROTEGER O PLANETA

1. TAMPE SUAS PANELAS ENQUANTO COZINHA. Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.

2. USE UMA GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA GELADA. Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo dágua.

3. APRENDA A COZINHAR EM PANELA DE PRESSÃO. Acredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.

4. COZINHE COM FOGO MÍNIMO. Se você não faltou às aulas de física no ensino médio você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.

5. ANTES DE COZINHAR, RETIRE DA GELADEIRA TODOS OS INGREDIENTES DE UMA SÓ VEZ. Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc...

6. COMA MENOS CARNE VERMELHA. A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criaçã o de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e mega fedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha são necessários 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

7. NÃO TROQUE O SEU CELULAR. Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer Zé mane tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando- a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.

8. COMPRE UM VENTILADOR DE TETO. Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

9. USE SOMENTE PILHAS E BATERIAS RECARREGÁVEIS. É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.

10. LIMPE OU TROQUE OS FILTROS O SEU AR CONDICIONADO. Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

11. TROQUE SUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES POR FLUORESCENTES. Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. . Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

12. ESCOLHA ELETRODOMÉSTICOS DE BAIXO CONSUMO ENERGÉTICO. Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

13. NÃO DEIXE SEUS APARELHOS EM STANDBY. Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

14. MUDE SUA GELADEIRA OU FREEZER DE LUGAR. Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

15. DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS. O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

16. USE A MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇA SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS. Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

17. RETIRE IMEDIATAMENTE AS ROUPAS DA MÁQUINA DE LAVAR QUANDO ESTIVEREM LIMPAS. As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica.

18. TOME BANHO DE CHUVEIRO. E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

19. USE MENOS ÁGUA QUENTE. Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.'

20. PENDURE AO INVÉS DE USAR A SECADORA. Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

21. NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: RECICLE NO TRABALHO E EM CASA. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

22. FAÇA COMPOSTAGEM. Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

23. REDUZA O USO DE EMBALAGENS. Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

24. COMPRE PAPEL RECICLADO. Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.

25. UTILIZE UMA SACOLA PARA AS COMPRAS. Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

26. PLANTE UMA ÁRVORE. Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

27. COMPRE ALIMENTOS PRODUZIDOS NA SUA REGIÃO. Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

28. COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS.. Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia paraser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.

29. COMPRE ORGÂNICOS. Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional" ? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.

30. ANDE MENOS DE CARRO. Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

31. NÃO DEIXE O BAGAGEIRO VAZIO EM CIMA DO CARRO. Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

32. MANTENHA SEU CARRO REGULADO. Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

33. LAVE O CARRO A SECO. Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.

34. QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE. Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.

35. USE O TELEFONE OU A INTERNET.. A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

36. VOE MENOS, REÚNA-SE POR VIDEOCONFERÊNCIA. Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

37. ECONOMIZE CDS E DVDS. CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.

38. PROTEJA AS FLORESTAS. Por anos os ambientalistas foram vistos como "eco-chatos" . Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

39. CONSIDERE O IMPACTO DE SEUS INVESTIMENTOS. O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

40. INFORME-SE SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ CONTRATA. Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

41. DESLIGUE O COMPUTADOR. Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

42. CONSIDERE TROCAR SEU MONITOR. O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor.. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

43. NO ESCRITÓRIO, DESLIGUE O AR CONDICIONADO UMA HORA ANTES DO FINAL DO EXPEDIENTE. Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. NÃO PERMITA QUE AS CRIANÇAS BRINQUEM COM ÁGUA.Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte debrincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que maisprecisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

45. NO HOTEL, ECONOMIZE TOALHAS E LENÇOIS. Use o bom senso... Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que você urine na cama...

46. PARTICIPE DE AÇÕES VIRTUAIS. A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

47. INSTALE UMA VÁLVULA NA SUA DESCARGA. Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

48. NÃO PEÇA COMIDA PARA VIAGEM. Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

49. REGUE AS PLANTAS À NOITE Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.

50. FREQUENTE RESTAURANTES NATURAIS/ORGÂNICOS, Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.

51. VÁ DE ESCADA. Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

DIVULGUE ESTA LISTA, A QUALIDADE AMBIENTAL E ASSIM A QUALIDADE DE VIDA AGRADECEM!

postado por Thomas Enlazador às 23:44 em 09/09/2006
http://ecopedagogia.blogspot.com/2006/09/text.html


Mais uma listinha de Ecodicas!

Mas não apenas para ler e achar legal não!

Vamos Aplicar Pessoal!

Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
http://www.grupomeirelles.com/

quarta-feira, 21 de maio de 2008

II CICLO DE PALESTRAS SOBRE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Com 75% de presença, certificado emitido pela Pró Reitoria de Extensão da UFBa

Temática da semana: Conversando Sobre a Dimensão Política da Questão Ambiental

Para introduzir a discussão, teremos a participação de Charbel Niño El-Hani - Prof. da UFBa e Coordenador de Grupo de Pesquisa sobre História, Filosofia e Ensino de Ciências Biológicas

Data: 03/06/2008, terça-feira
Horário: 13h00
Local: Salão Nobre, Instituto de Biologia - UFBa

Maiores informações: ananda_orlando@ yahoo.com. br

Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
http://www.grupomeirelles.com

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Rio Joanes - São Sebastião do Passé/Lamarão. Vamos avaliar!

A melhor foto do dia! O foco no vegetal e na paisagem, ao fundo, búfalos "invocados" como o dono deve ser. E o Nosso Foco?, Nosso Rio Joanes...











...aqui fica a água limpa! Cisterna de uns 6m de profundidade e menos de 6m de distância da margem do Rio Joanes (quando em cheia).....hhhaaaa, e quem é este aí comigo? Sr. José de Lamarão do Passé (tornou-se amigo nas andanças)...



...algumas anotações numa boa sombra...daquelas que só um vegetal pode nos dar num dia quente como este...


...Olhos atentos! Cada folha deve ser observada...Parada para a foto! E a velha pergunta a cada parada... "Vocês são do Meio Ambiente é?" (Resposta na Camisa)





Fabrício Capoeira (vulgo Fafá) Grande Parceiro. O objetivo? Um só! Melhorar a Qualidade de Vida do Mundo! Mas como temos que iniciar por algum canto do Mundo ... o cantinho é este, Rio Joanes!



"Vocês são do Meio Ambiente é?"


Somos Sim! Tanto quanto Você que está lendo ou quem perguntou. O olhar técnico muitas vezes nos faz ver problemas nas flores, pois observamos muitas e as flores deste vegetal nos informam que eles estão bem, bem nutridos, logo existem muitos nutrientes e a possibilidade em proliferação, logo (Bio) indicam o acúmulo de matéria orgânica, fertilizantes... Isto pode ser o anúncio do que hoje observamos nas barragens, onde macrófitas se desenvolvem e forram a lamina d'água. Outro preocupante Bioindicador aí encontrado, nem para ser o campeão do biodiesel vale deixar que a mamona tome conta das margens dos Nossos Rios.
Salvemos o Rio Joanes!

Alvaro Meirelles
Biólogo e Gestor Ambiental
http://www.grupomeirelles.com/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Proteção e Qualidade das Águas

Seminário no CRA
Em debate a proteção e a qualidade das águas do Rio Pojuca
A proteção e a qualidade das águas do Rio Pojuca é o tema do Seminário do Projeto Integrado de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Pojuca, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Semarh). A idéia é preservar a demanda hídrica das áreas do Recôncavo Norte e da Região Metropolitana de Salvador. O evento acontece na segunda-feira, 25, a partir das 9h, no Núcleo de Estudos Avançados do Meio Ambiente (Neama), do Centro de Recursos Ambientais (CRA), em Monte Serrat.
Durante o seminário também serão divulgados os resultados da primeira fase do projeto, revelando as características e potencialidades do Modelo de Qualidade do Rio Pojuca. As atividades dessa fase foram realizadas durante dois anos, criando indicadores para o biomonitoramento da qualidade ambiental do rio, realizando o diagnóstico sócio-econômico da bacia e identificando as cargas poluidoras. O projeto é resultado de um acordo de cooperação entre a Semarh, Universitá degli Studi dell’Insubria, da Itália, e Fundação Politécnica da Bahia (FEP).
De acordo com a coordenadora da Superintendência de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável (SDS/Semarh), Clélia Maria, o seminário trata de um projeto pioneiro de pesquisa e desenvolvimento em gestão ambiental, que busca preservar a faixa costeira do Litoral Norte, especialmente a Praia do Forte e toda região da foz do rio Pojuca.
O encontro será aberto pelo secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado, Juliano Matos, que discutirá a política e diretrizes para a gestão ambiental de bacias hidrográficas. Haverá ainda uma palestra sobre a Cooperação Internacional da região da Lombardia no Estado da Bahia, ministrada por Giordano Urbini, diretor do Departamento de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Universitá degli Studi dell’Insubria, além de explanação sobre o contexto do projeto da bacia do rio Pojuca e do Sistema de Gestão da Qualidade Ambiental, ministrada por Luis Camargo, engenheiro ambiental da FEP. Fonte: ASCOM/Semarh/CRA (http://www.seia.ba.gov.br/noticias.cfm?idnoticia=3959)

O evento realmente foi interessante, embora os cuidados com a utilização de projeções inspirem certa cautela. Logo lembrei-me do Prof./Pesquisador Eduardo Mendes (UFBA/Mestrado - EcoBio/MAREMBA) que em uma discussão de sala de aula comentou algo parecido com: ...as respostas através do Biomonitoramento nem sempre correspondem as respostas encontradas em testes físico-químicos, monitoramento, pois estes, dificilmente, avaliam as ações sinérgicas... (2006). Concordo com ele, pois quando trabalhamos na área ambiental os dados obtidos comportam-se muito além de fatores isolados, daí minha sugestão: que seja realizado o Biomonitoramento do manancial com mais empenho, ainda que nossa legislação não incentive este método. Outra crítica surge através da grande preocupação sobre os rios em áreas de maior interesse econômico, pois, muitas vezes, é uma preocupação inútil, visto que não cuidamos das nascentes nem dos rios de menores ordens. Um bom exemplo disto ocorre no município de São Sebastião do Passé – BA que lança parte do esgotamento doméstico nos rios Jacuípe (foto acima - esgotamento sanitário in natura) e Joanes (foto abaixo - pocilga que que é "limpa automaticamente pelas águas do Joanes, quando em cheia" - comentário do proprietário) que, respectivamente, chegam aos municípios de Mata de São João (Bairro do Matadouro) - BA e Lauro de Freitas (Praia de Buraquinho) - BA.
A preocupação é justificada pelo simples fato de que o o rio Jacuípe é utilizado para práticas de lazer em Matade São João e na sua própria Barra (Barra do Jacuípe), enquanto o rio Joanes está entre os principais mananciais que abastecem a Região Metropolitana do Salvador (RMS). Quanto ao Rio Pojuca (na foto ao lado - um nativo pesca curucas nas corredeiras do Rio Pojuca), alvo de maior discussão no evento de hoje compõem uma linda paisagem que percorrer Unidades de Conservação do Litoral Norte.

O evento ainda sugeriu a construção de uma barragem para captação que visa suprir as necessidades de abastecimento da RMS dentro de cerca de 15 anos. Preparem-se para os impactos! Aaahh mas para que o Rio Pojuca tenha esta serventia, antes teremos que colocar suas nascentes na incubadora, a menos que queiramos gastar com UTI logo após as obras de inauguração da tão especulada barragem, pois a concentração de fósforo encontrada sugere o quadro de eutrofização na especulada barragem.

Alvaro Meirelles
Biólogo e Gestor Ambiental

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Dique do Tororó, um passado pouco comentado

É impressionante o quanto o Dique do Tororó faz parte das nossas vidas e mais ainda a ignorância a respeito da história deste patrimônio pouco valorizado. Por várias vezes já questionei em sala de aula a sobre a história deste manancial e sempre obtive a mesma mensagem como resposta... “...não sei muita coisa sobre o Dique, mas gostaria de saber...” então somada a curiosidade, a importância para a cultura popular e as questões ambientais envolvias apresento-lhes um pouco do que foi o Dique do Tororó.


“Descendo a encosta por onde já tínhamos passado, deixamos à cidade, e a natureza ardente e exuberante acolheu-nos em seus braços verdes. Mangueiras lançavam sua copa fresca por sobre o caminho íngreme, touceiras de bambu invadiam a rua, mato espesso e trepadeiras etéreas formavam grupos pitorescos e, assim, a natureza, numa decoração cada vez mais rica, levou-nos à jóia da Bahia – ao Dique -, com justiça, muito elogiado. À primeira vista, a parte mais afastada da lagoa parecia banal, quero dizer, comum aos olhos europeus... Apresenta, como tive mais tarde ocasião de notar, inúmeras curvas e, assim, mostrava-se, no primeiro momento, apenas um pedaço de água estagnada cercado de terreno pantanoso... Que encantamento interior, que curiosidade sublime tinha, pois, que sentir, às margens sombreadas de uma lagoa brasileira, onde cada planta era nova, cada árvore, maravilhosa, cada canto de pássaro, surpreendente, cada inseto, uma forma nova, onde, atrás de cada folha brilhante de uma planta aquática, podia estar escondida uma cobra e o encrespar da água revelar a presença de um jacaré!... À nossa direita, tínhamos a margem, com misteriosas plantas aquáticas, úmidas, verde-lazurita, inúmeras aróideas e canáceas, entre elas, a Arum-gigante, a rara Anhinga, que nosso pequeno botânico saudava com alegria realmente comovente, como se aí se encontrasse o objetivo de sua felicidade, a flor encantada de um conto de fadas. À nossa esquerda, na encosta da qual nos aproximávamos, tínhamos árvores imponentes e tufos espessos de arbustos de todos os tipos. Diante de nós, desdobravam-se de maneira surpreendente, como elementos de decoração, as enseadas da lagoa tão extensa, circundadas por colinas... A vegetação derramava-se, como grandes ondas, encosta abaixo, para dentro da lagoa. Grupos diversos, gigantescos, de mangueiras e jaqueiras constituem os ápices redondos das ondas. As cristas ciciantes das ondas nesse mar verde, são as palmeiras, que se sobressaem, aqui e ali. A espuma brilhante, no seu vaivém gracioso, são as inúmeras trepadeiras que, ora pendentes, ora erguendo-se para o alto, cobrem a floresta. Em meio a tal abundância de plantas, espalham-se, ramificando-se, as enseadas da lagoa tranqüila... A única coisa que não corresponde à poesia paradisíaca do resto é a água suja, marrom, impregnada de terra, que se encontra em toda parte, nos trópicos, e que é atribuída à abundância de substâncias vegetais. Daí se entende porque os jacarés devem sentir-se tão à vontade nesse mar marrom. Seu número, no Dique, deve ser bastante significativo, e eles revelam, de vez em quando, a sua presença, através do desaparecimento de alguns que ali se banhavam, ou pela mordida no pé de uma lavadeira demasiado corajosa. Isso acontece, porém, raramente, e só assim, pode-se explicar a coragem de a população circular no Dique, apesar de tudo.”
Assim o Dique do Tororó foi descrito pelo príncipe Maximiliano de Habsburg, em seu “Esboços de Viagem”, 1860.

Este fascinante passeio pela descrição do antigo Dique é uma verdadeira aula de educação ambiental, afinal quem em séculos passados apresentaria um prognóstico fiel a atual situação? Ainda assim o Dique continuará sendo uma referência religiosa e continuará amortecendo a paisagem, cinza do concreto e avermelhada das casas não rebocadas que o rodeia. Quanto à prática de atividades físicas aí estimuladas, bem, não posso recomendar em função da poluição atmosférica revelada por outras pesquisas que discutiremos nas próximas postagens.

Alvaro Meirelles
Biólogo e Gestor Ambiental
www.GrupoMeirelles.com