sábado, 19 de fevereiro de 2011
INGÁ e IMA juntos, Será?
Reunião com o Secretário de Meio Ambiente da Bahia gera indignação dos movimentos socioambientais.
Por racismoambiental, 16/02/2011 12:43
Realizada no dia 10 de fevereiro último, no auditório do Ingá - Instituto de Gestão das Águas (Salvador), depois de divulgado o convite com dois dias de antecedência, essa reunião contou com representantes ambientalistas de pouco mais de 10 instituições e um número equivalente de funcionários do Sistema do Meio Ambiente da BA, principalmente da SEMA - Secretaria de Meio Ambiente do Estado - e do Ingá - Instituto de Gestão das Águas.
Foi feita a clássica rodada de apresentação dos presentes e em seguida o Secretário Sr. Eugênio Spengler fez uma introdução ressaltando a necessidade da reforma administrativa e a importância de se estruturar uma política ambiental que tenha condições de interferir nas políticas de desenvolvimento nas demais áreas. Argumentou que as AAEs - Avaliações Ambientais Estratégicas, o ZEE - Zoneamento Ecológico Econômico e a capacidade de planejamento têm que respaldar as grandes decisões e não o contrário. Passando a apresentar o novo organograma do Sistema, que tem sido elaborado dentro do próprio governo, ao que parece em âmbito restrito, apontando duas estruturas administrativas: (1) SEMA, instância de formulação, planejamento e monitoramento, não será órgão de execução e (2) INEMA, união do Ingá - Instituto de Gestão das Águas e do IMA - Instituto de Meio Ambiente, será o instituto para a execução. Deverá organizar os atendimentos para unificar os pedidos de licença e proceder as análises de forma articulada.
Descontentamento com o processo de elaboração de mudanças
Abertas as colocações aos participantes, quase todas as manifestações foram no sentido de perceber que há, sim, necessidade de mudanças, porque o Sistema está ineficiente, mas que elas têm que ser mais discutidas com os diversos segmentos, governamentais e não governamentais, e nada justifica a falta de discussão ampliada para pensar nessas mudanças, em um governo que apregoa a gestão participativa.
Não houve a menor condição de debater o mérito das propostas apresentadas. Não foi divulgado nenhum documento nem antes, nem durante a reunião, para dar mais subsídios aos participantes. Ficou praticamente impossível opinar em cima de dois slides (repletos de informações com letras pequenas) com as propostas de organogramas da SEMA e do INEMA, mesmo com as explicações do Secretário.
Para afirmar se elas são pertinentes, ou não, (e é possível que muitas sejam) só depois de um tempo de maturação, de todos os atores, necessário em qualquer processo.
Indignação com a possível retirada do licenciamento do Cepram
No entanto um ponto gerou muito descontentamento: a proposta de retirada do licenciamento do Cepram - O Conselho Estadual de Meio Ambiente, permanecendo nesse Conselho as funções de definir a política e de normatizar os procedimentos. Todas as lideranças sociais que se manifestaram com relação a esse ponto foram unânimes em afirmar que isso seria um retrocesso para o movimento ambientalista. Apesar de todas as inoperâncias, talvez seja esse um dos espaços de participação social em que mais seja possível interferir, ainda que minimamente, nas políticas públicas.
Se o licenciamento está ruim não é porque passa pelo Cepram, mas é preciso considerar os descompassos da própria burocracia do Sistema e as enormes pressões que muitos técnicos sofrem no momento de dar seus pareceres, tanto do próprio Governo como de algumas empreiteiras.
E se o Cepram ocupa seu tempo em grande parte com o licenciamento, é porque não se coloca em pauta as discussões pertinentes à elaboração e avaliação da execução da Política Ambiental do Estado, atribuições que já são desse Conselho, por lei. Há que se administrar melhor as suas reuniões. Como foi sugerido, pode ser criada uma CT de licenciamento, dentro do Cepram, enquanto o Conselho discute a Política Ambiental, mas a competência do licenciamento deve permanecer no Cepram.
O Secretário pode estar cheio de boas intenções, mas esse não pode ser o caminho da administração. Não se pode mudar nada por decreto.
(Des)encaminhamento
O maior desconforto foi ao final da reunião, quase onze horas da noite, quando foi sugerido - mas negado pelo Secretário - que houvesse a divulgação dos organogramas apresentados, com um texto explicativo para as instituições poderem analisar as propostas e que essa discussão fosse pauta, no mínimo, da próxima reunião do Cepram, preferencialmente de todos os colegiados ambientais, fóruns legítimos para esse debate. Ele acrescentou inclusive que o projeto de lei da reforma já seria mandado para a Assembléia Legislativa na semana seguinte. Informando também que um outro projeto de lei para alterações na Lei de Meio Ambiente também está sendo preparado.
Todos sabemos o quanto a estrutura que se tem interfere no resultado técnico, e político, do trabalho, daí a necessidade da mudança. Isso tudo, nada mais é do que discussão da Política Ambiental do Estado e se os colegiados devem discutir a Política Ambiental, porque essa discussão das mudanças da SEMA e da Lei de Meio Ambiente não passam no Cepram, pelo menos?
A reunião foi para comunicar as mudanças ou para abrir uma discussão? É ou não é gestão participativa?
É o que parece que acontecerá, como o atual secretário já vem tentando fazer desde que assumiu. Bom ou Ruim acho complicado trabalhar pensando neste sentido... depende muito de quem assumir, entende?
Questionado sobre o assunto respondi...
O lado bom disso tudo é que as etapas de licenciamento tendem a apresentar maior celeridade, não encare isso como se fosse maior facilidade! Pois muitas vezes o IMA pede autorizações que dependem do Ingá para conceder licenças e os Institutos não se comunicam. Este é o retrato atual.
Prefiro torcer para que os Institutos se fundam, pois, a depender das pessoas que participem da gestão destes, teremos grandes possibilidades em tornar as etapas citadas anteriormente menons burocráticas e mais técnicas.
Quanto à diminuição da autonomia do CEPRAM, bem, espero que não tentem diminuir o espaço de discussão e tomada de decisão da maior representatividade; neste os atores sociais explicitam seus votos por meio de representantes por setores.
Outras leituras sobre o assunto:
http://onggamba.wordpress.com/2011/02/18/secretario-de-meio-ambiente-aceita-analisar-propostas/
Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
Projeto Floresta Sustentável - Coordenador
Fundação Garcia D’Ávila
55 71 99564487
alvaromeirelles@yahoo.com.br (e-mail e msn)
http://twitter.com/alvaromeirelles
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sábado, 20 de março de 2010
Memorial do Meio Ambiente Professor Milton Santos - MMS

Espaço para refletir as questões sócio ambientais
Memorial do Meio Ambiente Professor Milton Santos - MMSInstituto do Meio Ambiente - IMA
Diretoria de Estudos Avançados do Meio Ambiente - DEAMA
Coordenação de Promoção do Conhecimento Ambiental e Participação Social -PROCAPS
Governo do Estado da Bahia
Secretaria do Meio Ambiente
Tel: (71) 3117-1375
O Memorial professor Milton Santos foi instalado no dia 1° de junho, às 18h, no Forte de Monte Serrat, ao lado da Praia da Boa Viagem, como parte essencial e integrante da abertura da Semana do Meio Ambiente na Bahia. O governador Jaques Wagner participou do evento assim como vários secretários de Estado, no ato celebrado pelo Centro de Recursos Ambientais e pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
O espaço reflete a proposta do CRA de oferecer à comunidade um local de debates continuados e construir, junto à sociedade, o conceito e a idéia do sócio - ambientalismo, ou seja, discutir propostas em um recinto que deverá se tornar o centro de irradiação desses pensamentos.
Por isso o nome do grande mestre foi lembrado para modular este memorial no Forte de Monte Serrat, que tem histórias de resistências, como o próprio professor abraçava, obstinado em sua luta e busca incessantes na formulação de seus ideais libertadores. Através do CRA e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos nasceu essa vontade política, reforçada pelas propostas do Governo do Estado, de criar o Memorial professor Milton Santos e concentrar, em um espaço personalizado, os pensamentos do mestre, suas obras, suas histórias e assim formular e fazer acontecer debates sociais e ecológicos, entre outras ações.
Ao propor a programação do Memorial professor Milton Santos, o CRA, fortalecido pela administração da diretora Geral Beth Wagner e contando com o apoio irrestrito do secretário Juliano Matos, do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, lançou dois livros: Encontro com o pensamento de Milton Santos- A interdisciplinaridade na sua obra, coletânea de textos organizada pelos professores Maria Auxiliadora da Silva e Rubem Toledo Júnior, do Instituto de Geociências, da Universidade Federal da Bahia, editado pela Edufba, e Natureza, inaugurando a série Kirimurê - Baía de Todos os Santos em Tupi Guarani, primeira publicação da atual diretoria do CRA. Este volume contém uma biografia do professor escrita pela também professora e amiga, Maria Auxiliadora da Silva. Consta ainda do exemplar, um texto inédito, A Redescoberta da Natureza, redigido pelo próprio professor Milton Santos, além da transcrição da entrevista do mestre concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Socializando o conhecimento - Uma exposição reunindo obras de renomados artistas como Calazans Neto, Cezar Romero, Edsoleda Santos, Fernando Oberlander, Graça Ramos, Iza Moniz, Juarez Paraiso, Jucira Araújo, Luis Mário, Luiz Fernando Pinto, Marcia Magno, Maria Luedy, Norma Couto, Sante Scaldaferry e Viga Gordilho passa a fazer parte do acervo do memorial.
Na oportunidade, aconteceuainda, a instalação do Banco à Memória, uma contribuição dos alunos dos Programas de Pós Graduação e Mestrado em Artes Visuais, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.
Após o memorial ser oficialmente inaugurado pelo governador Jaques Wagner, o violonista Mário Ulhoa se apresentou tendo como convidado o percussionista Giba Conceição e participação especial de Virgínia Rodrigues e Lazzo Matumbi. Finalizando à noite, foi exibido o filme Encontro com Milton Santos ou o mundo global vista do lado de cá, de Silvio Tendler, com a presença do cineasta, como forma de fortalecer este novo espaço cultural da cidade do Salvador.
Nádya Argôlo
Doutor honoris causa, professor, geógrafo, enfim, o cidadão Milton Santos sempre foi conhecido e admirado como um homem onde a delicadeza e harmonia fizeram parte e estiveram presentes em sua vida. Para quem não conviveu tanto com tão grandioso mestre, como milhares de cidadãos desse mundo colonizado e civilizado, vale conhecer um pouco, do muito, de tão valiosa e humana criatura.
O professor Milton Santos nasceu no dia 3 de maio de 1926, no coração da Chapada Diamantina, exatamente na cidade de Brotas de Macaúbas, onde o verde das matas era muito mais verde e as águas dos rios possuíam a transparência dos cristais. Sua ligação com a natureza era tanta que não perdia, ao entardecer, o vôo das garças ao por do sol, enquanto se deliciava a saborear mangas, pitangas e jabuticabas, frutas que adorava.
Guardou de lá imagens nítidas dessa época, podendo ser constatado, agora, com a publicação do seu artigo inédito, A Redescoberta da Natureza. Foi em Brotas onde obteve os primeiros ensinamentos, realçados pela cultura e obstinência de seus pais e mestres. Se dedicou a estudar, muito e sempre.
Ainda criança morou em outras cidades como Ubaitaba, no sudoeste baiano, e depois em Alcobaça, no Sul da Bahia, onde aprendeu com seus pais e seus avós maternos, todos professores primários, as primeiras letras e o gosto pela álgebra, pelo francês e algo que não se ensina mais: as boas maneiras, que por toda a sua vida cultuou com elegância e gabardia.
Muito bom aluno em matemática e, aos 13 anos, já dava aulas no ginásio em que estudava, o Instituto Baiano de Ensino, um atestado de sua inclinação precoce para o magistério. Aos 15 anos, passou a lecionar Geografia. Voltado também para as letras dirigiu dois jornais: O Farol e O Luzeiro. Aos 18 anos prestou vestibular para Direito, ainda em Salvador. Vale ressaltar que, enquanto estudante secundário e universitário, marcou presença com militância política de esquerda.
Ingressou na Faculdade de Direito e atuou na política estudantil, chegando a ser leito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes, UNE. Em 1948 graduou-se pela Universidade Federal da Bahia. Mas não deixou de se interessar pela Geografia, tanto, que fez concurso para esta disciplina para professor catedrático no Colégio Municipal de Ilhéus. Nesta cidade, além do magistério, desenvolveu atividade jornalística, pois era correspondente do Jornal A Tarde e foi na terra do cacau que estreitou sua amizade com políticos de esquerda.
Foi também quando escreveu o livro A Zona do Cacau, tratando daquela monocultura, posteriormente incluído, na Coleção Brasiliana, já com influência da Escola Regional francesa. Ainda em Ilhéus, conheceu Jandira Rocha, com quem se casou e teve um filho, Milton Santos Filho. Retornou para Salvador, tornou-se professor na Faculdade Católica de Filosofia e editorialista do Jornal A Tarde publicando mais de uma centena de artigos de Geografia. Em 1956, foi convidado pelo professor Jean Tricart a realizar seu doutorado em Estrasburgo, França. Tendo viajado pela Europa e pela África, publicou em 1960 o estudo Mariana em Preto e Branco.
Novamente professor da Católica de Filosofia, criou uma ambiente intelectual dinâmico, que atraiu dezenas de estudiosos estrangeiros para darem conferências e cursos. No final dos anos 1950, Milton participou de um concurso, que acabou não se realizando, para livre-docente na Universidade Federal da Bahia. Após ter recorrido à Justiça, conseguiu prestar o exame, defendendo brilhantemente a tese Os Estudos Regionais e o Futuro da Geografia. Também foi um dos fundadores do Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais da Universidade Federal da Bahia, demonstrando grande vitalidade na promoção dos estudos da área. Em 1960, o presidente Jânio Quadros o nomeia para a sub chefia do Gabinete Civil e o fato de ter viajado para Cuba com a comitiva presidencial lhe valeu registro nos órgãos de segurança. Com o golpe militar de 1964, Milton Santos foi preso e depois exilado.
Fora do Brasil, foi convidado a lecionar na Universidade de Toulouse, na França, ficou por lá durante três anos. Seguiu então para Bordeaux onde conheceu Marie Hélène, a geógrafa que se tornaria sua companheira e com quem teve o segundo filho homem, Rafael.
A trajetória pós-1964 foi muito espinhosa. Em função de suas atividades políticas de esquerda, foi perseguido por seus adversários e pelos órgãos de repressão do regime militar. Logicamente, seus aliados e importantes políticos intervieram junto às autoridades militares para negociar sua saída do País, após confinamento por meio ano seguido em prisão domiciliar. Pensou o professor Milton que sairia do Brasil por seis meses. Acabou ficando fora do país por 13 anos.
Volta à Venezuela, onde leciona na Faculdade de Economia da Universidade Central, seguindo, posteriormente para Tanzânia, na África, onde organiza a pós-graduação em Geografia da Universidade de Dar-es-Salaam. Lá permanece por dois anos, quando recebe o primeiro convite de universidade brasileira, a Universidade de Campinas. Antes disso, regressa à Venezuela, passando antes pela Columbia University, de Nova Iorque. Em 1977, tenta ingressar na Universidade Federal da Bahia porém sua inscrição foi cancelada já que a abertura política que viria a consolidar a Anistia estava apenas começando no Brasil. Ao regressar para a Universidade de Colúmbia foi para a Nigéria, recusando o convite para aceitar um posto como Consultor de Planejamento do Estado de São Paulo e na Emplasa.
De volta ao Brasil - Seu regresso representou um enorme esforço de muitos geógrafos. Chegando, troxe na bagagem o livro Por uma Geografia Nova. Atuou como consultor e professor assistente e realizou trabalhos esporádicos até que, em 1984, conseguiu o posto de professor titular na Universidade de São Paulo,USP.
Os anos de exílio, seus contatos com inumeráveis profissionais em diversos países e sobretudo sua capacidade de elaborar teorias, a partir de variadíssima leitura, por diversos campos do saber, impulsionaram seu esforço de escrever, de compor sua monumental obra. Em resumo: A ditadura lhe impôs dor, amargura e sofrimento, em função de suas idéias. Mas, seu exílio e sua caminhada no exterior, mostram e dão destaque, aos resultados positivos para a Geografia.
Seu retorno ficou bem demarcado durante o Congresso Nacional da Associação Brasileira de Geógrafos, em Fortaleza, no ano de 1978. Foi testemunhado todo seu vigor no embate com os paladinos da Geografia Quantitativa. Realizou forte defesa de uma Geografia mais crítica, com abordagens da teoria marxista. Deste evento, no Ceará, foram disseminadas sementes da vigorosa mudança, inclusive, na Geografia da Universidade de Brasília que se adequou às novas abordagens teórico-metodológicas, portanto, mais críticas.
Desejando avançar nas mudanças políticas e educacionais que já acontyeciem no Brasil após a Anistia foi tentada a contratação do professor Milton Santos pela UnB, mas apesar de ter recebido pareceres favoráveis do Departamento de Geografia, do Colegiado do Instituto de Ciências Humanas, os órgãos de vigilância política da administração central, impediram o intento.
Quanto regressou ao Brasil Milton Santos foi convidado para trabalhar na Universidade Federal do Rio de Janeiro , UFRJ, onde permaneceu até 1983. Depois foi contratado como professor titular pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, USP, onde atuou, mesmo após sua aposentadoria. Nesta Universidade desempenhou um papel importantíssimo na formação de mestres e doutores, não apenas de São Paulo, mas de todo o País e mesmo do exterior, pois, muitos geógrafos passaram a procurá-lo para obter orientação. Foi na capital paulista que se empenhou em desenvolver suas teorias e ampliar seu elenco de obras editadas, de artigos e conferências pronunciadas em todos os eventos importantes realizados no Brasil e no exterior.
Em 1994, recebeu o Prêmio Vautrim Lud, considerado o Nobel da Geografia. Continuou trabalhando ativamente até o fim da vida e foi agraciado com inúmeras honrarias, títulos e medalhas. Milton Santos morreu aos 75 anos, no dia 24 de junho, em São Paulo, legando obras e atividades que foram um marco nos estudos geográficos no Brasil.
O professor Milton Santos é considerado por muitos um filósofo da Geografia, por ser um dos maiores teóricos da ciência. Todavia, mais que isso, ele é um pensador da realidade mundial, e sua obra se aplica no entendimento de qualquer sociedade e espaço, bem como em todas as ciências sociais. Por isso, sua maestria é mais viva que nunca.
Sites para consulta sobre a vida e a obra do professor Milton Santos:
www.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u21554.shtml
www.abmes.org.br/miltonsantos/biografia/index.asp
http://br.geocites.com/madsonprado/ms/entrevistas/mse13.htm
http://biografias.netsaber.com.br/verbiografia.php?c=997
http://www.faced.ufba.br/movimento_estudantil/manifesto.htm
http://canalciencia.ibict.br/notaveis/txt.php?id=6
http://www.ufsc.br/agecom/pdf/JU348_10.pdf
http://www.unicap.br/
http://br.groups.yahoo.com/group/miltonsantos
http://www.facom.ufba.br/etnomidia/noticia4.html
Fonte: Pesquisas e Nádya Argôlo
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
I Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental - COBESA
A Engenharia Sanitária e Ambiental no Estado da Bahia vem se consolidando como importante área técnico-científica na última década. No campo da formação profissional, da pesquisa e da extensão, o Estado conta com diversas instituições de ensino distribuídas em seu território. Dispomos de três universidades federais (Universidade Federal da Bahia - UFBA, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB e Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF), quatro universidades estaduais (Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC) e diversas universidades/faculdades particulares (UNIFACS, FTC, ÁREA1) que oferecem cursos de graduação e pós-graduação na área.
No Estado da Bahia, importantes órgãos e empresas públicas atuam na área, como a Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SEMA, sua Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia - CERB e suas autarquias Instituto de Gestão das Águas e do Clima - INGÁ e Instituto de Meio Ambiente - IMA, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano - SEDUR e suas empresas Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. - EMBASA e Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia - CONDER, bem como diversas empresas privadas de consultoria, de construção, fornecedores de materiais e equipamentos que dão suporte a realização de projetos e obras. Além disso, o Estado vem sendo alvo de diversas ações governamentais, a exemplo dos investimentos dos Governos Federal e Estadual no âmbito dos Programas de Aceleração do Crescimento - PAC (2007-2010) e Água para Todos, bem como no plano jurídico-institucional com a Lei Estadual de Meio Ambiente e Proteção da Biodiversidade, a Lei Estadual de Recursos Hídricos, a Lei Estadual de Saneamento Básico e a criação da Comissão de Regulação dos Serviços Públicos de Saneamento Básico - CORESAB.
O cenário descrito vem reforçando a necessidade de um fórum técnico-científico próprio de discussão sobre os temas do saneamento e meio ambiente em nosso Estado, para propiciar a apresentação e debate periódico da produção de seus pesquisadores, professores, técnicos e alunos de graduação e pós-graduação.
Dessa forma, concebeu-se o I Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental - COBESA, como o fórum apropriado para a discussão das questões da área e a apresentação de trabalhos técnico-científicos, a ser realizado de 11 a 16 de julho de 2010, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador. O tema central definido pela Comissão Organizadora para o I COBESA é "Universalização do saneamento, urbanização e meio ambiente: desafios tecnológicos e de gestão". Na oportunidade, serão abordados, de forma integrada, tópicos de interesse regional e nacional, por meio de:
Trabalhos técnico-científicos;
Conferências;
Painéis;
Mesas redondas;
Palestras;
Espaço para apresentação de inovações técnicas;
Feira de equipamentos e materiais;
Mini-cursos;
Visitas técnicas.
A Comissão Organizadora possui representantes das universidades públicas federais e estaduais, faculdades privadas, órgãos públicos e empresas estaduais, autarquias, e associações e entidades de classes, como a ABES/BA, a ASSEMAE NE I, o CREA/BA, o SENGE/BA e o SINDAE. Pretende-se que a composição desta Comissão, de elevado nível de representatividade, aliada à demanda por um espaço permanente para discussões sistemáticas no contexto apresentado, resulte na consolidação do COBESA como um evento inserido na agenda técnico-científica da área de Engenharia Sanitária e Ambiental da Bahia, a ser realizado a cada dois anos.
(Fonte: www.acquacon.com.br/cobesa)
Alvaro Meirelles
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Seminário Nacional "Desafios e Perspectivas da Educação Ambiental no Setor Empresarial e Sindical"
Com o objetivo de promover um diálogo sobre as ações de Educação Ambiental (EA) realizadas pelo setor empresarial e sindical, contribuindo para o fortalecimento e qualificação destas ações, bem como para uma proposta normativa de regulamentação do artigo 3º da Lei 9.795/99, o Ministério do Meio Ambiente, através de sua Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC), em conjunto com o Governo de Estado da Bahia, através de sua Secretaria de Meio Ambiente/ IMA, realizam nos dias 6 a 8 de maio próximo, em Salvador/BA, o Seminário Nacional "Desafios e Perspectivas da Educação Ambiental no Setor Empresarial e Sindical", uma proposta da Câmara Técnica de Educação Ambiental do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente).Veja a seguir o convite e faça a sua inscrição (http://br.mc347.mail.yahoo.com/mc/compose?to=seminarionacionalea@gmail.com ou http://br.mc347.mail.yahoo.com/mc/compose?to=isis.assis@sema.ba.gov.br ou tel. 71-3115-9804 / 6971). Nos próximos dias será enviado o programa completo do seminário.

Álvares Kamark Cardoso Silva
Gestor Técnico de meio Ambiente.
E-mail: akamark@hotmail.com
Fone(71)8712-8196 ou 8882-6737
Currículo Lattes : http://lattes.cnpq.br/9836838212407245
www.grupomeirelles.com
sábado, 11 de abril de 2009
Delegação alemã destaca a natureza no Parque de Pituaçu
“Eu conheço vários parques magníficos, mas muitos são artificiais. Pituaçu é natural e bonito”, completou o cônsul-geral da Região Nordeste, com sede em Recife, Thomas Wülfing. A delegação alemã aproveitou a visita ao parque para passear de barco pela lagoa de Pituaçu. Depois, foram à sede do Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA), localizado no parque, onde se encantaram com duas lontras.
Na Bahia, o PCE é executado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). O programa é financiado com recursos do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW), com contrapartida dos governos federal, da Bahia e do Espírito Santo.
Para o deputado Göppel, é preciso conciliar crescimento econômico com proteção à natureza. “Temos na Alemanha um sistema florestal organizado e queremos muito contribuir com o Brasil, compartilhando essa experiência. Os recursos virão para proteger o meio ambiente, principalmente através do mercado de carbono”, explicou.
A delegação foi composta pelos deputados federais e integrantes da Comissão de Meio Ambiente, Josef Göppel (Partido União Social Cristã - CSU) e Caius Caesar (Partido União Democrata Cristã - CDU), além do embaixador da República Federal de Alemanha no Brasil, Prot von Kunow, e do cônsul-geral da Região Nordeste, Thomas Wülfing.
Corredores Ecológicos - O Projeto Corredores Ecológicos (PCE) tem como principal objetivo contribuir para a conservação da Mata Atlântica e da Amazônia, a partir da implementação do conceito de corredores ecológicos.
Seu fundamento básico está na potencialização da conectividade biológica entre áreas protegidas (unidades de conservação de proteção integração e de uso sustentável), áreas sob regime especial de proteção (terras indígenas, reservas legais, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e fragmentos florestais privados).
O PCE atua de forma descentralizada e participativa, permitindo que governo e a sociedade compartilhem a responsabilidade pela conservação da biodiversidade.
Fonte: Ascom/Sema e Corredores Ecologógicos
Disponível em: www.meioambiente.ba.gov.br/noticia.aspx?s=NEWS_GER&id=4249
Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Pinguins em Praias Baianas
Depois dos fantásticos: Pingüim (o do Batman mesmo! Que, por sinal, está em alta pela condição de vilão e coleguinha do Coringa, afinal este último roubou a cena na mais recente edição); Linux (forte concorrente do Windows, este é batalhador!); da “A Era do Gelo” (que já me deixou exausto de tanto jogar com meu sobrinho Lipe); e do Happy Feet (o Pingüim, tadinho!, que nasceu sem a habilidade vocal, mas não desiste da dança do acasalamento e parte para o mundo com seu sapateado ) os Pingüins resolvem passar férias em Salvador, mas como todo turista fica por aí de bobeira e com aquela cara de "Parmalat todo arrumadinho", como diriam os moleques do Porto da Barra.

Os pingüins que chegaram a costa brasileira não estão adaptados ao severo clima polar, assim vale lembrar que esta espécie está adaptada ao Estreito de Magalhães, daí a origem do nome popular de Pingüim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) e olha que já tem até Mãe de Santo querendo atribuir a chegada dos animais e o aniversário de morte do Senador! Outros afirmam fazer parte da campanha coordenada por Domingos Leonelli (Secretário de Turismo do Estado da Bahia) afim de atrair turistas argentinos para nosso São João e tem até quem afirme ser fruto de um convite para inauguração do oceanário prometido para a área do antigo Clube Português, obviamente o convite teria sido feito por João Henrique (Prefeito da capital Baiana, por enquanto).
Falando sério!
A Bahia não faz parte da rota natural destes animais, logo parece ser um efeito do La Niña devido a alterações nas correntes marítimas e nos ventos.
Recomendações ao encontra-los:
01. Não pegar o animal diretamente enquanto estiver na água. Assim evita-se bicadas, pois o animal apresenta maior mobilidade na água;
02. Na areia ou mesmo no raso utilize uma das mãos para pegar o bico e com a outra pegue-o pelo corpo;
03. Acondicione-o numa caixa (papelão ou plástico, desde que permita a passagem de ar);
04. Deve-se ainda deixar um pano que o ajude a manter a temperatura enquanto estiver na caixa;
Pingüim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus)
Obs: Os animais chegam em estado de hipotermia, devido ao longo tempo que passaram nesta longa jornada na água, logo há alto desgaste energético. Apesar disto não os alimente!
Após seguir estas instruções contate o IBAMA (0800618080) ou IMA - antigo CRA -( 0800711400), lembrando que ambos atendem em regime de plantão.
"Agentes ambientais recebem denúncia de comercialização ilegal de pingüins em Salvador Fonte: Redação - 22/07/2008 11:06:00 O número de pingüins encontrados no litoral baiano, já passa de 100. Agentes ambientais denunciam que receberam ligações avisando que pessoas estariam comercializando pingüins, na cidade Salvador. De acordo com os agentes, a polícia ambiental já foi acionada para verificar a denúncia de que pessoas estariam capturando os pingüins, levando para casa e, em seguida vendendo. Não se sabe o preço. A comercialização dos animais é crime.Desde que começaram a chegar no litoral baiano, pelo menos 11 animais morreram, por causa da longa jornada. Assim que as aves estiverem bem, serão levadas para uma reserva ambiental, no Rio Grande do Sul e, em seguida serão soltas no mar, para que voltem ao Estreito de Magalhães, na Argentina."(Fonte: http://www.radiometropole.com.br/interna_texto.php?local=1&id=VGxSQmQwMVVaelZQUkZVOQ==)
Outro absurdo foi noticiado numa rádio local. Quando o dono de um bar anunciou moqueca de pingüim para o último final de semana! Mas já diria um sábio muito conhecido por aqui: "Pense num absurdo. Na Bahia teve o seu precedente".
A parte as crenças, a falta de respeito ao animal e a ilegalidade muita sorte aos pingüins sobreviventes!
Alvaro Meirelles
Biólogo (CRBio 59.479/05-D) e Gestor Ambiental
www.grupomeirelles.com
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